28 de maio de 2017

Debate na Câmara faz releitura da Lei Áurea

O Memorial da Câmara Municipal de Salvador promoveu, nesta sexta-feira (12), no auditório do Centro de Cultura, o debate “Os Impactos Sociais da Lei Áurea”, em função da data da Abolição da Escravatura (13 de maio de 1888). Presente ao evento, o líder do governo na Casa e professor de História, vereador Henrique Carballal (PV), pontuou que “esta é uma oportunidade de refletir sobre esta questão, pois a história deste país foi contada sob a visão das elites”.

 

O Memorial da Câmara Municipal de Salvador promoveu no auditório do Centro de Cultura, o debate “Os Impactos Sociais da Lei Áurea”, em função da data da Abolição da Escravatura (13 de maio de 1888). Compareceram  no evento, o líder do governo na Casa e professor de História, vereador Henrique Carballal (PV), pontuou que “esta é uma oportunidade de refletir sobre esta questão, pois a história deste país foi contada sob a visão das elites”.

 

Segundo o parlamentar, nos dias atuais,  mesmo após  129 anos da abolição da escravidão, “ainda há muito preconceito. A questão racial, inclusive, é foco de diversos debates nesta Casa”. Ele afirmou ainda que, mesmo com o fim da escravidão, os problemas permaneceram e não foram dadas condições para a inserção plena do negro na sociedade.
Presente na plateia, a estudante Kaila Cerqueira, 17 anos, aluna da Colégio Estadual Manoel Devoto, salientou que “é importante assistir a eventos como este. Afinal, meus antepassados eram escravos”.

 

Também integrante da Mesa de Trabalho, o presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, vereador Sílvio Humberto (PSB), frisou que “a abolição foi um processo gradual e não ocorreu no instante que aconteceu a formalização, pois não garantiu o mínimo de condições para a população negra seguir em frente”. De acordo com o parlamentar, “nós, negros, somos uma maioria tratada como exóticos que não possui maioria nos centros de poder”.
A capital baiana tem a maior ancestralidade africana, a partir de estudos genéticos (50,8%). Sendo assim, Salvador é considerada a cidade mais negra fora do continente africano.

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