27 de maio de 2017

Esquema Cabral: propina pagou até viagens a Dubai e Londres, por R$ 288 mil

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e familiares usaram dinheiro ilícito, de acordo com os procuradores, para bancar despesas de duas viagens, uma a Londres e outra a Dubai, num total de R$ 287,5 mil.Essa foi uma das 184 vezes que o ex-governador praticou o crime de lavagem de dinheiro e pelas quais Cabral se tornou réu pela quarta vez na terça-feira.

 

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e familiares usaram dinheiro ilícito, de acordo com os procuradores, para bancar despesas de duas viagens, uma a Londres e outra a Dubai, num total de R$ 287,5 mil.Essa foi uma das 184 vezes que o ex-governador praticou o crime de lavagem de dinheiro e pelas quais Cabral se tornou réu pela quarta vez na terça-feira.
Uma testemunha que prestou serviços entre 2004 e 2015 para o ex-governador — como fretamento de voos e emissão de passagens — apresentou ao MPF dados sobre as idas ao exterior. Numa primeira viagem, Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo usaram R$ 31 mil para pagar as passagens a Londres no fim de agosto de 2014.
Em outubro do mesmo ano, Adriana fez uma nova viagem, dessa vez com os filhos. Somente no badalado hotel Atlantis The Palm, em Dubai, foram gastos ao menos R$ 162 mil para dez dias de estadia. O estabelecimento cinco estrelas localizado na ilha artificial The Palm tem suítes subaquáticas, um parque aquático de 17 hectares e 23 restaurantes, bares e lounges. As diárias do hotel cinco estrelas atualmente variam de R$ 2 mil a R$ 47 mil.
A ex-primeira-dama foi denunciada por sete crimes de lavagem de dinheiro, e também virou ré novamente. Ela já respondia a outros dois processos. Assim como Cabral, ela está presa no Complexo de Gericinó, em Bangu.
Além de Sérgio Cabral, também foram denunciados por crimes de lavagem de dinheiro Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes) e Francisco de Assis Neto (29 crimes) — apontados como operadores — e o doleiro Álvaro José Galliez Novis (32 crimes). Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis também foram denunciados por integrarem a organização criminosa liderada pelo ex-governador. Todos os denunciados estão presos.
Fonte: Bocão News

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