23 de junho de 2017

Lula levou proposta da Odebrecht a Cuba, diz delator

Petista teria levado a Raul Castro um projeto da empreiteira de viabilizar uma linha de crédito para a construção de uma zona franca industrial

O executivo da Odebrecht João Carlos Mariz Nogueira relatou em delação premiada ter presenciado, em 2014, em Cuba, conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o representante do Itamaraty Marcelo Câmara, na qual o petista teria afirmado ter levado ao presidente cubano, Raúl Castro, uma proposta da empreiteira que ajudaria a viabilizar uma linha de crédito para a construção de uma zona franca industrial. A obra seria um anexo do Porto de Mariel, que também foi construído pela Odebrecht. O negócio, porém, não foi levado adiante.
Ex-presidente teria prometido falar com Dilma Rousseff sobre projeto

 

O executivo da Odebrecht João Carlos Mariz Nogueira relatou em delação premiada ter presenciado, em 2014, em Cuba, conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o representante do Itamaraty Marcelo Câmara, na qual o petista teria afirmado ter levado ao presidente cubano, Raúl Castro, uma proposta da empreiteira que ajudaria a viabilizar uma linha de crédito para a construção de uma zona franca industrial. A obra seria um anexo do Porto de Mariel, que também foi construído pela Odebrecht. O negócio, porém, não foi levado adiante.

 

O ex-presidente estava no país para ministrar palestras que contavam com financiamento da construtora. O delator diz ter acompanhado e instruído Lula a fazer a proposta em reunião com o então enviado do Itamaraty Marcelo Câmara. Ao fim da passagem pela ilha, o petista teria dito ao representante do Ministério das Relações Exteriores que Castro gostou da proposta elaborada pela Odebrecht.

 

Em 2015, uma reportagem da revista Época revelou que um telegrama foi enviado por Câmara ao Brasil, indicando que Lula teria tratado sobre a proposta da empreiteira com o líder cubano e que, em seguida, falaria sobre o assunto com a então presidente Dilma Rousseff.

 

Segundo o delator, após a conclusão do Porto Mariel, o governo cubano havia “provocado” a Odebrecht para construir uma zona franca industrial no país. No entanto, havia restrições do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a respeito da obra. Para liberar os créditos, segundo o executivo, o banco exigia o “robustecimento das garantias”.

 

“Como eu era diretor de crédito à exportação, coube a mim explicar ao ex-presidente Lula as alternativas que nós vislumbrávamos – nós, Odebrecht – para contribuir a questão das garantias. Tínhamos vislumbrado quatro ou cinco alternativas para essas garantias”, relatou.

 

 

 

 

 

Fonte: Band

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