27 de maio de 2017

Morcegos aterrorizam bairro do Santo Antônio

Autoridades confirmam 17 casos de ataques a pessoas em menos de uma semana. Vítimas estão em tratamento anti-rábico e moradores apontam mais três ataques

Era mais ou menos 1h30 da madrugada e Valdirene dormia sossegada. De repente, uma leve picada no dedão do pé direito. Ela acordou, mas voltou a dormir em seguida. Minutos depois, sentiu o colchão molhado. Levantou e acendeu a luz. Que susto! O seu próprio sangue ensopava o lençol no pé da cama.

 

Era mais ou menos 1h30 da madrugada e Valdirene dormia sossegada. De repente, uma leve picada no dedão do pé direito. Ela acordou, mas voltou a dormir em seguida. Minutos depois, sentiu o colchão molhado. Levantou e acendeu a luz. Que susto! O seu próprio sangue ensopava o lençol no pé da cama.

Uma das primeiras vítimas de ataques de morcegos ocorridos na última semana no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico, a professora Valdirene Meira da Cunha, 42 anos, viu relatos semelhantes ao seu se multiplicarem. No total, os moradores contabilizam 20 ataques desde o dia 4 de maio. A maioria teria ocorrido na Rua dos Ossos.

O Hospital Couto Maia confirmou que 17 pessoas iniciaram tratamento com sorologia e vacinação anti-rábica, já que morcegos são transmissores da raiva, doença mortal em 100% dos casos diagnosticados. De anteontem para ontem, os moradores informaram a ocorrência de mais três casos, totalizando 20 ataques.

Ajuda 

Os moradores que sofreram os ataques procuraram postos de saúde, de onde foram encaminhados para o Hospital Couto Maia, referência no tratamento de doenças infecciosas e parasitárias. Eles deverão tomar cinco doses de medicações ao longo de 28 dias.

Por conta dos casos, a Secretaria  Municipal de Saúde de (SMS), através da Vigilância Contra a Raiva, foi até o bairro anteontem e avalia como combater o problema. Um dos morcegos foi levado por um para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

O Couto Maia espera que os pacientes tenham procurado ajuda a tempo. “Uma vez feita a profilaxia, o tratamento, a gente espera que eles não tenham nenhum problema”, diz o infectologista Fábio Amorim, coordenador do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).

Fonte: Correio*

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