26 de abril de 2017

MPF pede que mulher de Eduardo Cunha cumpra pena em regime fechado

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou o pedido de condenação contra Cláudia Cordeiro Cruz, que é mulher do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um processo da Lava Jato. O MPF argumenta que, diante da gravidade dos crimes, a pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

 

O Ministério Público Federal (MPF) reforçou o pedido de condenação contra Cláudia Cordeiro Cruz, que é mulher do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em um processo da Lava Jato. O MPF argumenta que, diante da gravidade dos crimes, a pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

O documento de alegações finais foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná na terça-feira (18). Os procuradores também reforçaram a condenação contra o empresário português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, o lobista João Augusto Rezende Henriques, e o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada. Os réus também deverão, de acordo com os procuradores, cumprir pena em regime inicial fechado.

O MPF também pediu a manutenção da prisão preventiva de João Augusto Rezende Henriques.

O MPF pede que Claudia Cruz pague como reparação dos danos materiais e morais causados US$ 1.061.650,00, valor mantido pela ré no exterior sem declaração, mais cerca de US$ 1,2 milhão que seria a quantia envolvida nos crimes de lavagem. Este valor, de acordo com os procuradores, foi recebido de contas do marido dela, o ex-deputado Eduardo Cunha.

A denúncia foi aceita pelo juiz Sérgio Moro em junho do ano passado. De acordo com as investigações da força-tarefa da Lava Jato, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

À época da denúncia, o deputado Eduardo Cunha afirmou que as contas de Cláudia no exterior estavam “dentro das normas da legislação brasileira”, que foram declaradas às autoridades e que não foram abastecidas por recursos ilícitos.

 

 

 

 

Fonte: Bocão News

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