23 de Novembro de 2017

Prefeito ACM Neto lança o eixo Cidade Inteligente do Programa Salvador 360

Criar, dentro de Salvador, e guardadas as devidas proporções, uma espécie de Vale do Silício na primeira capital do Brasil. Essa é uma das metas ousadas do quinto eixo do programa Salvador 360, chamado de Cidade Inteligente, que foi lançado hoje (20) pelo prefeito ACM Neto, em evento realizado no Terminal Marítimo da Bahia, no Comércio. Também estiveram presentes o vice-prefeito Bruno Reis, os secretários Guilherme Bellintani (Gestão), André Fraga (Cidade Sustentável e Inovação), Tiago Dantas (Gestão) e Geraldo Júnior (Trabalho e Emprego), demais gestores municipais, autoridades e representantes dos segmentos econômico e acadêmico da cidade.

 

Criar, dentro de Salvador, e guardadas as devidas proporções, uma espécie de Vale do Silício na primeira capital do Brasil. Essa é uma das metas ousadas do quinto eixo do programa Salvador 360, chamado de Cidade Inteligente, que foi lançado hoje (20) pelo prefeito ACM Neto, em evento realizado no Terminal Marítimo da Bahia, no Comércio. Também estiveram presentes o vice-prefeito Bruno Reis, os secretários Guilherme Bellintani (Gestão), André Fraga (Cidade Sustentável e Inovação), Tiago Dantas (Gestão) e Geraldo Júnior (Trabalho e Emprego), demais gestores municipais, autoridades e representantes dos segmentos econômico e acadêmico da cidade.

O objetivo deste eixo é criar em Salvador um ambiente tecnológico para reposicionar a cidade quando o assunto é modernização de processos, solução de problemas com uso da inovação e desenvolvimento econômico, com geração de emprego, renda e mais qualidade de vida para a população. No total, são 35 projetos ou ações, que inserem a tecnologia como uma importante política pública da capital.

Além disso, o Salvador 360 Cidade Inteligente visa promover o desenvolvimento econômico com base em empresas e soluções voltadas à inovação, assim como dar continuidade à eficiência e modernização da gestão e serviços públicos, algo que começou em 2013. Sendo assim, a proposta é fazer com que a capital baiana siga a tendência de ser uma cidade digital, mais ágil e eficiente, a exemplo das demais metrópoles do mundo.

“A iniciativa representará um novo paradigma em Salvador. As ações que temos realizado, a exemplo do NOA Cidadão, do CittaMobi, dos semáforos inteligentes e do Cemadec (Centro de Monitoramento da Defesa Civil), mostram que estamos preparados para sonhar mais alto. A intenção é ter uma Prefeitura mais inteligente em um ambiente mais inteligente, o que significa uma cidade mais inteligente”, pontuou o prefeito.

Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), o eixo conta também com a participação das secretarias Cidade Sustentável e Inovação (Secis), de Gestão (Semge), de Mobilidade (Semob) e de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel), além da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel). A construção da inciativa contou, ainda, com a participação de entidades empresariais e acadêmicas da capital. O investimento previsto neste eixo é de R$150 milhões até 2020. Algumas das ações já estão em curso.

O projeto-âncora deste eixo é o Hub Digital de Salvador, que será instalado justamente no Terminal Marítimo e tem como ideia ser um Vale do Silício municipal, gerando 300 empregos diretos. Na fase inicial, a estrutura preparada pela Prefeitura contará com capacidade para abrigar 100 startups (empresas emergentes), que deverão desenvolver projetos que envolvem os setores financeiro, jurídico, social e de serviços.

O gerenciamento do Hub de Tecnologia será feito por uma grande empresa com experiência internacional em atração de startups, que terá a missão de selecionar os melhores projetos pertencentes a diversos segmentos, de todas as partes do mundo. Para a implantação, deverá ser promovida a captação de fundo de R$100 milhões para os próximos cinco anos. A intenção é de que a estrutura comece a ser implantada até março de 2018.

Governança eletrônica – As ações a serem desenvolvidas dentro do Salvador Cidade Inteligente estão divididas em duas vertentes: Governo Inteligente (governança eletrônica) e Ambiente Inteligente (negócios e inovação). No Governo Inteligente, a intenção é criar novas soluções tecnológicas a serem utilizadas pela gestão municipal, além de melhorar ferramentas que foram implantadas desde 2013 pela Prefeitura.

Um desses exemplos é o Simm Digital, que começou a funcionar já nesta sexta-feira (20). A proposta é fazer com que o cidadão, pelo aplicativo, consiga visualizar vagas de emprego próximas ao local onde mora. A medida facilitará não apenas a inserção no mercado de trabalho, mas também fazer a aproximação entre o local de emprego e o local da residência. Por isso, o Simm Digital estará integrado ao CittaMobi, que será ampliado com a instalação de painéis para divulgação dos horários de transporte em pontos estratégicos da cidade.

As situações envolvendo áreas de risco vão contar com soluções digitais, a exemplo da criação de aplicativo para alerta de perigo em locais de risco e implantação de novo sistema inteligente de monitoramento de encostas. Na área do turismo, será desenvolvido o Proquali Turismo – programa de otimização de performance para o setor com avaliação de pontos turísticos e hotéis.

Estão na lista ainda a ampliação do Fala Salvador, com inclusão dos canais móveis (celular e tablet) e assistente virtual; disponibilização do E-Sefaz, para fornecimento de serviços online relacionados à Secretaria da Fazenda; ampliação da identificação e informações sobre monumentos a serem acessados através de celular com o uso de QR Code, intitulado #Reconectar, já iniciado pela Fundação Gregório de Mattos; e aperfeiçoamento de sistemas internos da Prefeitura.

Coworking – A vertente Ambiente Inteligente envolve uma série de serviços e soluções tecnológicas voltadas para negócios e para o cidadão. Além da implantação do Hub de Tecnologia de Salvador, a medida envolve a criação de um coworking (espaço compartilhado de trabalho) público para startups voltadas para projetos que envolvam empreendedorismo social, na busca de soluções para a cidade. A estrutura funcionará no Parque da Cidade e terá capacidade para até 30 estações de trabalho.

 

Já foi iniciado o lançamento da série de editais de fomento e incentivo às soluções tecnológicas criadas por startups, por meio de convênio entre a Prefeitura e o Senai/Cimatec. Com foco nas melhorias de gestão pública, o investimento será de R$1 milhão da Prefeitura e R$2 milhões da instituição, para cada edital. As empresas devem se instalar em Salvador e a medida deverá contribuir para a geração de emprego e renda locais. O limite para essa iniciativa é de dez empresas, sendo que apareceram quase 70 interessadas, segundo o Senai/Cimatec.

Os projetos do Ambiente Inteligente englobam o Estacionamento Cidadão (Zona Azul Digital); oferta de um novo sistema de Wi-Fi público para praças e grandes eventos de rua; parceria entre a Prefeitura e o Waze para ampliação do uso e da qualidade do aplicativo colaborativo de trânsito; e montagem de calendário anual de eventos de inovação. Outras ações incluem o desenvolvimento e atração de linhas de crédito voltadas às necessidades das empresas emergentes, assim como atração de parceiros globais de inovação para transferência de tecnologia.

Diagnóstico – Nos próximos quatro anos, o Salvador Cidade Inteligente deverá contribuir para a melhoria dos números da cidade no quesito desenvolvimento tecnológico. De acordo com levantamento feito pela Sedur, a capital baiana ocupa hoje a 10ª posição no ranking nacional do índice de infraestrutura tecnológica. É a 26ª cidade brasileira e a 4ª do Nordeste no Eixo de Inovação da Endeavor – organização líder no apoio a empreendedores de alto impacto ao redor do mundo.

Quando se trata de Smart Cities, Salvador ocupa a 18ª posição no Brasil e 2ª posição do Nordeste, atrás de Recife. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, a Bahia está na 11ª posição no Brasil e é a 3ª do Nordeste, atrás de Pernambuco e Ceará, bno desenvolvimento de startups.

Programa – Criado pela Prefeitura sob a coordenação da Sedur, o Salvador 360 possui como intuito proporcionar uma nova perspectiva de desenvolvimento, com vias a impulsionar a diversidade econômica e a geração de emprego e renda na cidade. O macroprograma conta com investimento total de R$3 bilhões para a modernização da infraestrutura da cidade e requalificação do centro histórico. São oito eixos de atuação, sendo quatro já lançados este ano.

Um deles é o Salvador Simplifica, que reúne uma série de ações para reduzir a burocracia na vida do cidadão e dos empreendedores. As medidas envolvem a reestruturação do modelo atual de licenciamento, de abertura de empresas e de atendimento à população.

O segundo eixo, o Salvador Negócios, possui um conjunto de programas e ações da Prefeitura que estimulam a geração de emprego e renda. Visa promover o desenvolvimento econômico e atrair novos investimentos de setores, absorvendo a força de trabalho local. Uma das vertentes é a redução de tributos para fomentar a economia.

O eixo seguinte é o Salvador Investe, que conta com R$2,8 bilhões para a melhoria da infraestrutura e qualidade dos serviços públicos, além da requalificação urbana. É composto por investimentos públicos e parcerias com o setor privado (concessões e PPPs) e, dentre as principais realizações estão as implantações do Hospital Municipal de Salvador e do modal de transporte Bus Rapid Transit (BRT).

Já o quarto eixo lançado foi o Salvador Centro Histórico, que conta com investimento inicial de R$200 milhões para os próximos quatro anos. A intenção é impulsionar investimentos, infraestrutura, ocupação de espaços e, principalmente, a geração de emprego e renda no coração da cidade. Recuperação e requalificação de equipamentos e locais, incentivo fiscal e até mesmo a criação de um comitê gestor específico para a região.

Os próximos eixos do Salvador 360 a serem lançados são o Cidade Criativa, com projetos e incentivos que permitem o fortalecimento e potencialização dos diversos
setores criativos de Salvador; o Cidade Sustentável, voltado para a promoção de ações, criação de estratégias e implementação de soluções que garantem o desenvolvimento sustentável; e, por fim, o Inclusão Econômica, para dinamizar e fortalecer da economia informal e promover a regularização fundiária e da atividade econômica.

 

 

Fonte: Informe Baiano

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