26 de Fevereiro de 2021

Virologista explica contaminação da primeira baiana vacinada contra Covid-19

A primeira baiana a ser vacinada contra a Covid-19 no estado precisou ser internada em Salvador por complicações da doença. A notícia, divulgada nesta terça-feira (23) nos principais noticiários do estado, veio acompanhada de comentários de leitores que colocaram em cheque a eficácia da vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech. “Hidroxicloroquina para TODOS”, escreveu um internauta em um publicação do Bnews ao sugerir o uso do medicamento — sem comprovação científica — na prevenção do vírus.

A enfermeira, de 53 anos, recebeu a primeira dose do imunizante CoronaVac no dia 19 de janeiro, mas dias antes da segunda aplicação, marcada para o dia 16 deste mês, começou a apresentar os primeiros sintomas da doença. 

Segundo o virologista Gúbio Soares Campos, na primeira aplicação da dose, o organismo reconhece as proteínas do vírus e as células ficam preparadas para produzir anticorpos, mas para ter um estímulo maior de resposta imune é preciso o reforço. 

“Na primeira dose, o nosso organismo vai reconhecer as proteínas do vírus, as nossas células já estão preparadas para produzir anticorpos, a resposta pode também ser celular porque os linfócitos já começam a reconhecer essa proteína estranha, mas para ter um estímulo maior de resposta imune a gente precisa da segunda dose. Com a segunda dose, os anticorpos começam a ser produzidos dentro de um tempo que leva mais de 30 dias e, depois, você vai ter um título alto de anticorpos de defesa”, explica.

O imunizante desenvolvido na China foi o primeiro a ser utilizado pelo governo do estado na campanha de vacinação. Entre suas principais características está o uso do próprio vírus para gerar os anticorpos no organismo e o intervalo de 20 a 28 dias para a segunda aplicação. O da AstraZeneca/Oxford, que também está sendo aplicada no estado, é de três meses.

“A CoronaVac é uma vacina que foi preparada, até onde a gente sabe, com o vírus morto, isso significa que se mantém as características integrais do vírus e de suas proteínas e você elimina a possibilidade de o vírus se multiplicar no organismo, eliminando, com substância de tratamento, o material genético do vírus. Então, ele não pode se multiplicar, está morto”, continua o virologista.

A enfermeira foi internada no próprio hospital onde trabalha no tratamento de pacientes infectados, no Couto Maia. De acordo com a direção da unidade de saúde, o quadro é considerado estável.

 

 

 

Foto: Reprodução 

Fonte: BNews 

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