23 de Agosto de 2017

Promotor recorrerá de júri que inocentou Carla Cepollina

O promotor João Carlos Calsavara informou nesta quinta-feira (8) que pedirá um novo julgamento de Carla Cepollina, inocentada nesta quarta-feira (7) no julgamento em que ela foi acusada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. Na quarta, após o júri, ele havia dito que não recorreria da sentença. Nesta quinta, o advogado Vicente Cascione, que representa a família do coronel, disse também que recorrerá da decisão do júri. Segundo Cascione, o objetivo é “consertar o julgamento” realizado nesta quarta.

“Do mesmo jeito que recorri quando o Ubiratan foi condenado, e depois ele foi absolvido, vou fazer agora”, disse o advogado. Carla Cepollina foi considerada inocente por maioria dos votos após o julgamento realizado no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Os jurados consideraram as provas insuficientes.

O advogado de defesa de Carla, Eugenio Malavasi, afirmou, nesta quinta-feira (8), que irá "contrarazoar" o recurso da acusação caso o pedido seja aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

"Nós vamos observar a lei. Eles irão apresentar suas razões e a defesa vai contrarazoar. Caso o recurso seja aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, poderá haver outro júri e isso pode de arrastar por muito tempo. Não há prazo. Posso também ir a Brasília, junto ao STJ ou STF, para reformar a decisão", disse, em entrevista na tarde desta quinta-feira (8).

Carla Cepollina havia marcado sua presença na entrevista, mas não compareceu, segundo seus advogados, porque estava muito cansada.

Assassinato
O coronel Ubiratan foi achado morto em 10 de setembro de 2006 em seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo. Com base na investigação policial, o Ministério Público (MP) acusou Carla de ter atirado no namorado motivada por ciúmes.

Ubiratan foi o comandante da invasão do presídio do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar. O coronel chegou a ser condenado pela Justiça a 632 anos de prisão, mas foi absolvido pelo órgão especial do TJ-SP. À época de sua morte, Ubiratan era deputado estadual.

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