23 de abril de 2017

Odebrecht tinha estrutura organizada para propinas, diz força-tarefa

Odebrecht
Nesta terça-feira (22), a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Lava Jato. O alvo desta fase é a construtora Odebrecht. Segundo informações da PF, após análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas.

O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado empresarial. Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos. Os investigados responderão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos.

Participam da ação 380 policiais, e serão cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandatos temporários e quatro prisões preventivas. Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Brasília e Salvador. As sedes da empreiteira Odebrecht na capital baiana e no Distrito Federal são alvos de buscas. A assessoria da empresa confirmou ao Bocão News a ação e informou que alguns funcionários foram conduzidos para prestarem depoimentos.
Uma viatura da Polícia Federal entrou no início da manhã no hotel Blue Tree, em Brasília, endereço de políticos na capital federal.

Os trabalhos desenvolvidos nesta manhã são um desdobramento da 23ª fase – Operação Acarajé.  Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos.

Fonte: Bocão News

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