23 de abril de 2017

PF pode ter recuperado arquivos sobre corrupção

Arquivos digitais com provas sobre o pagamento de propinas pela Odebrecht teriam sido recuperados na Suíça. A documentação deve fazer parte do acordo de delação premiada que os executivos da empreiteira negociam na Operação Lava Jato.
Foto: reprodução

 

Arquivos digitais com provas sobre o pagamento de propinas pela Odebrecht teriam sido recuperados na Suíça. A documentação deve fazer parte do acordo de delação premiada que os executivos da empreiteira negociam na Operação Lava Jato.

 

As investigações estão relacionadas com a 26ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Xepa. A força-tarefa acredita ter descoberto um departamento exclusivo para pagamento de propinas dentro da Odebrecht.

 

A empresa informou aos procuradores que está avançando na recuperação dos arquivos digitais do setor, segundo o jornal O Globo. Os agentes federais chegaram a suspeitar que tudo tinha sido apagado dos computadores da empreiteira no ano passado, após a prisão de Marcelo Odebrecht.

 

O depoimento de um técnico de informática da construtora, entretanto, revelou a existência de um servidor reserva na suíça, com todos os detalhes dos negócios ilícitos. O sistema estava ativo até abril ou maio deste ano.

 

A recuperação dos documentos é considerada fundamental para que o acordo de delação premiada dos executivos da Odebrecht siga em frente. As negociações emperraram depois que a secretária do departamento de propinas, Maria Lucia Guimarães Tavares, fez acordo para contar o que sabe. A partir daí, o Ministério Público passou a exigir provas mais concretas dos executivos do grupo.

 

Nesse mesmo processo, o presidente afastado da Odebrecht, que negocia delação premiada, abriu mão de todas as testemunhas de defesa que havia indicado. Entre as 14 pessoas estavam os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega e Edinho Silva.

 

Esta é a terceira vez, em apenas uma semana, que Marcelo Odebrecht muda a estratégia de defesa. Ele já havia dispensado o depoimento da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), e também abriu mão de um pedido à Justiça para deixar a prisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Band

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