26 de maio de 2017

Planilha da Odebrecht revela novos valores de caixa dois para políticos baianos

 

Uma planilha entregue pelo ex-executivo da Odebrecht, Benedito Júnior, aos procuradores da Lava Jato em seu acordo de delação premiada detalha os valores de caixa 2 pagos a alguns políticos baianos. O material foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana pelo ministro Edson Fachin.

De codinome Anão, o prefeito ACM Neto (DEM) teria recebido via caixa 2 na campanha de 2012 exatos 1.810,00 milhão em quatro parcelas. Os valores teriam sido pagos ao intermediário Lucas Cardoso.

Apelidado internamente na Odebrecht de Bico, o vereador Geraldo Júnior (SD), atual secretário municipal do Trabalho, Esporte e Lazer, é apontado na planilha como receptor de R$ 90 mil não contabilizados em 2012, em duas parcelas. Também vereador, Henrique Carballal (PV) aparece como destinatário de R$ 100 mil e com codinome Buzu.

No caso do deputado Marcelo Nilo (PSL), codinome Rio, a planilha traz dados contraditórios. Ele está listado como candidato a governador no ano de 2012, destinatário de um montante de R$ 180 mil e com status não eleito. A questão é que neste referido ano não houve eleição para governador. Em entrevista dada ao Site Bocão News, Nilo reiterou que há equívoco na planilha da Odebrecht ao apontar doação no ano de 2012. Ele lembra que recebeu R$ 300 mil de doação do grupo baiano, mas em 2014. “Recebi R$ 300 mil de forma oficial. Foram R$ 20 mil no dia 3/09, R$ 80 mil no dia 04/09 e R$ 200 mil no dia 01/10 de 2014. Braskem as duas primeiras e a última da Impex Eireli do grupo Odebrecht. Tudo oficial. Declarado no TRE”, explicou.

Com codinome Roberval Taylor, o então candidato à prefeitura de Salvador pelo PMDB em 2012, Mário Kertész, teria recebido R$ 400 mil via caixa 2.

Outro candidato em 2012, Nelson Pelegrino teria recebido de caixa 2 um valor de R$ 800 mil. O petista era apelidado na Odebrecht de Pelé e os recursos foram pagos em duas parcelas a um intermediário que o ex-executivo André Vital disse não lembrar o nome. No depoimento em vídeo liberado pelo STF, Vital fala em R$ 1,3 milhão para Pelegrino, mas a referida planilha faz menção a dois repasses de R$ 400 mil cada.

‘Amigo C’, Paulo Câmara (PSDB) teria recebido em sua campanha R$ 50 mil oriundos de caixa 2 em 2012 na disputa pelo Legislativo de Salvador. Outro tucano que aparece na planilha é o vereador Tiago Correia, codinome ‘Alba’, destinatário de dois repasses no valor de R$ 50 mil cada um.

Com apelido ‘Soneca’, o ex-governador e ex-vereador Waldir Pires (PT) também teria recebido, via caixa 2, R$ 160 mil em 2012. O montante teria sido pago em duas parcelas de R$ 80 mil cada.

 

 

 

Fonte: Bocão News

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