26 de abril de 2017

Sindilimp-BA adere à greve geral do dia 28 contra reformas

Os atrasos salariais dos trabalhadores terceirizados do governo da Bahia, principalmente os que atuam em funções da Secretaria Estadual de Educação, continuam. A informação foi confirmada pela coordenadora-geral do Sindilimp-BA, Ana Angélica Rebello, neste domingo (5). De acordo com a sindicalista, a empresa MA2 “já tem dois meses – janeiro e fevereiro – sem pagar vale transportes, salários e não recolhe o FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço] e nem fornece assistência médica”.

 

As reformas Trabalhista e da Previdência, em tramitações no Congresso Nacional, sob a tutela do governo de Michel Temer (PMDB), serão alvo de protestos no próximo dia 28 de abril com a greve geral dos trabalhadores brasileiros. Na Bahia, quem aderiu ao movimento nacional foi o Sindilimp-BA, entidade sindical responsável por diferentes categorias de vários setores das administrações públicas e privadas. “Reafirmamos nosso compromisso com a luta e realizaremos ações no dia 28 de abril, dia da greve geral contra o golpe e os ataques aos direitos trabalhistas”, salienta a coordenadora-geral do sindicato Ana Angélica Rabello. O dia da greve será uma​ sexta-feira, onde centrais sindicais vão se unir em um movimento contra as reformas propostas pelo governo Temer, além da recém-aprovada lei que amplia a terceirização para todos os setores de produção. “O movimento que as trabalhadoras e trabalhadores realizarão no dia 28 deve marcar a história do nosso país e mostrará a unificação para acabar com a devastação feita pelo governo golpista contra os trabalhadores. Precisamos e vamos barrar os retrocessos golpistas”, frisa Rabello. O vereador Luiz Carlos Suíca (PT), que representa o setor de asseio e conservação, na Câmara de Salvador, diz que é preciso colocar o povo nas ruas para frear o governo de Temer. “Estão pagando a conta ainda do impeachment. Isso não vai acabar bem. O povo vai para as ruas agora no dia 28, será uma greve geral para mobilizar movimentos sociais, sindicais e populares. Tem que colocar um freio urgente nesse governo ilegítimo”, completa. Ainda conforme a coordenadora-geral do Sindilimp, os trabalhadores devem aguardar as instruções do sindicato em cada local de trabalho. “Faremos, sim, o que for possível para marcar a presença do Sindilimp na luta, algo que nunca faltou. Querem desempregar milhões de trabalhadores, vão jogar fora a democracia e abalar a sobrevivência de todos os sindicatos”, completa.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Política Livre

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