29 de abril de 2017

Wagner diz que Dilma está disposta a percorrer o País em defesa de seu mandato

politicabahia Jaques Wagner

Após a aprovação pela comissão especial do Senado do relatório pela admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe do Gabinete pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, afirmou nesta sexta-feira, 6, que o governo não vai desistir de defender Dilma e que ela está disposta a percorrer o País em defesa de seu mandato. “Vamos continuar trabalhando para provar a inocência da presidente Dilma. Temos certeza de que com mais tempo para a defesa no Senado a inocência ficará evidente”, disse o ministro. Wagner afirmou que o processo conduzido pelo agora presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi “manipulado” e continha “vícios”. “Vamos mostrar a manipulação que houve em todo processo na Câmara”, afirmou. “Vamos também agir junto ao Supremo mostrando que o processo chegou viciado ao Senado.” O ministro disse ainda que Dilma não vai ficar “confinada no Alvorada” durante o período de até 180 dias que ela poderá ser afastada caso o impeachment seja aprovado pelo plenário do Senado. “Ela vai defender o seu mandato junto à sociedade.” A Comissão Especial do Impeachment no Senado aprovou nesta sexta o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A aprovação aconteceu pelo placar já esperado de 15 votos a favor e cinco contrários, além da abstenção do presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), que só votaria em caso de empate. A disposição da presidente em “aparecer mais” nos últimos dias ficou bastante evidente com uma série de agendas no Planalto e em viagens. Nesta sexta à tarde, após evento em Brasília, Dilma cumpre agenda em Cabrobó (PE) e no sábado, 7, tem evento em Palmas (TO). Na segunda, 9, Dilma irá a Goiânia para participar da inauguração das obras de expansão do aeroporto. E na terça, às vésperas da votação do Senado, já estão sendo programadas algumas outras agendas.

Fonte: Estadão

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