21 de Junho de 2021

Bebê espancado pelo pai, recebe alta após dois meses internado; 'vamos dar o amor que ele não teve', diz tia

 Foto: Reprodução/Inter TV

 

Recebeu alta nesta quarta-feira (9) o pequeno Dominick, de apenas quatro meses de idade. Ele passou a maior parte da curta vida internado em um hospital em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, depois de ser agredido pelo próprio pai em São Fidélis.

A motivação do crime, segundo depoimento do pai à polícia, teria sido porque o bebê não parava de chorar. Os pais foram presos no mesmo dia em que o recém-nascido deu entrada no hospital. O pai vai responder por agressão e a mãe por omissão.

O tio do bebê, Agnaldo Rangel, acompanhou a recuperação de Dominick e mantinha todos informados pelas redes sociais depois que o caso ganhou repercussão. Os familiares contam que a notícia da agressão chegou para eles com um misto de espanto e revolta.

"Chegando no hospital encontrei com ele na maca, dentro da ambulância gemendo muito. Aí eu fui entender a situação. Os pais estavam na delegacia e ele tava indo pra Campos porque já tava com muitas lesões, mordidas, afundamento de crânio", disse Agnaldo.

A cada nova conquista na luta do bebê pela vida, Agnaldo publicava uma mensagem nas redes sociais. Com a repercussão do caso, uma corrente do bem se formou pela recuperação do Dominick.

"O possível a gente faz. O impossível é só com Deus mesmo. Eu comecei a pedir orações na redes sociais e as pessoas abraçaram a causa, começaram a mandar mensagem falando que estavam orando junto. Eram pessoas de igrejas, de outras cidades e até de outros países. Aquilo me deu um força tão grande que eu me vi na gratidão de dar o retorno pra eles todos os dias falando como ele (bebê) estava", contou o tio.

Violência deixou sequelas
Enquanto lutava pela vida, Dominick passou por várias cirurgias e chegou a perder um dos rins. Foram 68 dias no hospital, 55 deles na UTI. Depois de tanta angústia e espera da família, o bebê voltou para casa e vai ficar sob os cuidados dos avós e dos tios.

Uma das tias disse que está entrando na fila para conseguir a guarda da criança.

"O Conselho Tutelar conversou comigo e eu falei que queria ficar com a guarda dele. Eu já estou com um advogado pra ver esse processo certinho. A minha esperança é que eu vou ficar com ele", disse a tia Jaesia de Souza, que é técnica de enfermagem.

Mesmo em casa, Dominick ainda vai precisar passar por um longo processo de recuperação. Apesar de ter quatro meses, ele tem peso equivalente ao de um recém-nascido. Além disso, ele vai passar por sessões de fisioterapia.

A família também vai ter trabalho para evitar que a violência atrapalhe o desenvolvimento do bebê. A psicóloga Edjani Antunes diz que é importante a partir de agora fazer com que a criança se sinta acolhida.

"Uma criança que passou por uma situação dessa precisa de carinho, de atenção, de contato físico. Isso é importante pra todos. Mas é preciso ter também o cuidado pra que não haja a superproteção. Com a superproteção a gente sufoca e impede o prorprio desenvolvimento da criança", disse a psicóloga.

No que depender da família, Dominick não vai sofrer nunca mais.

"Eu espero que seja só felicidade. Eu sei que a vida tem problemas pra gente resolver, mas que ele tenha muita felicidade e que consiga digerir tudo isso e que transforme isso em coisas boas pra ele", deseja o tio Agnaldo.

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