27 de Fevereiro de 2024

Por uma pesca com mais prestígio político

Por uma pesca com mais prestígio político Minha origem na política vem da pesca artesanal, minha história é na pesca. Sou neto e filho de pescador, e sou pescador. Assumi como Deputado Federal defendendo a pesca artesanal. Tenho muito orgulho de estar no Congresso Nacional desde o mandato passado, sendo eleito pela primeira vez em 2018 com 95% dos votos dos pescadores artesanais.

Quando cheguei a Brasília, encontrei uma pesca desacreditada. A pesca teve ministério, perdeu ministério e chegou a ter Secretaria Nacional, onde nos estados tínhamos apenas uma Divisão. Perdemos Superintendências, perdemos Coordenação e passamos a ser Divisão de uma Superintendência.

Se a pesca não faz parte do orçamento publico, não tem investimento, não tem políticas públicas. O meu desafio sempre foi fazer com que o Governo entendesse a importância do retorno e prestígio político a uma classe que gera emprego, renda, produz o melhor alimento que a sociedade pode consumir e que precisa receber um olhar diferente.

O atual Governo estabeleceu uma linha política na pesca. O fato de ter Ministério da Pesca já nos dá um farol indicativo, no qual podemos agora discutir espaço público, no sentido de investimento do orçamento. Quero os direitos sociais garantidos, como o seguro defeso, que entendo como necessário, pois é preciso proteger a espécie que está em momento de reprodução, mas não esquecer que o pescador precisa se manter. Com o Governo passado, nós conseguimos fazer o recadastramento, porém, o sistema possui inúmeros problemas de ordem técnica, não mostra a realidade. Não podemos ter o recadastramento de um milhão de pessoas que leve dois a três anos. Precisamos disso em seis meses, a tecnologia hoje permite isso.

Alguns pontos serão cruciais do ponto de vista dos programas governamentais, a exemplo de um programa de renovação da frota pesqueira, a restruturação do programa de subvenção do óleo diesel que, diga-se de passagem, corresponde a 40%, senão 50% do custo de produção, ter um programa de governo que incentive o consumo de pescados, pois temos apenas um consumo per capta ano de 9kg. Temos muito no que trabalhar e isso é o que me move.

Nós temos uma luta. A pesca e aquicultura hoje são dois dos grandes do mundo do agronegócio, mas precisamos aprender a aplicar conhecimento, tecnologia e investimento. Com a força do parlamento e a boa disposição do governo, vamos avançar muito nesse setor que cresce em média 20% todos os anos. 

 

Deputado federal Raimundo Costa (Podemos-BA)

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