23 de Novembro de 2017

Lula critica Moro, fala em falta de provas e cobra do PT sua candidatura para 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento nesta quinta-feira em São Paulo, fez questão de se colocar no cenário político em 2018 e disse que vai pedir ao PT para ser o candidato do partido à Presidência. Tentando reduzir o impacto da sentença, Lula disse que não se surpreendeu com a condenação e que somente o povo "tem o direito de decretar o meu fim".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento nesta quinta-feira em São Paulo, fez questão de se colocar no cenário político em 2018 e disse que vai pedir ao PT para ser o candidato do partido à Presidência. Tentando reduzir o impacto da sentença, Lula disse que não se surpreendeu com a condenação e que somente o povo "tem o direito de decretar o meu fim".

- Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo - declarou.

 
 

 

- Quero dizer ao meu partido que, até agora, não tinha reivindicado, mas vou reivindicar, de me colocar como postulante à Presidência da República em 2018.


- Não sei se isso é para o bem ou para o mal. Mas você vai ter um pré-candidato com um problema jurídico nas costas e eu tenho que fazer duas brigas. Primeiro brigar juridicamente para ganhar o direito de ser candidato. Segundo brigar dentro do PT para ganhar o apoio do PT - afirmou.

No pronunciamento, o petista mostrou-se pouco otimista em uma reversão da sua condenação em segunda instância. Ao falar de uma candidatura ao Planalto, o petista dirigiu-se a seu advogado e disse que este terá muito trabalho porque seu cliente será "um pré-candidato com um problema jurídico nas costas”.

Em seguida, ele provocou:

- Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara. Quem tem o direito de decretar meu fim é o povo brasileiro.

 

Num aperitivo do discurso que o PT deverá fazer na corrida eleitoral em 2018, o ex-presidente voltou a resumir a disputa política no país entre pobres contra ricos.

- Senhores da Casa Grande, permitam que alguém da senzala faça o que vocês não têm competência de fazer. Permita que alguém cuide desse povo porque ele não está precisando ser governado pela elite, mas por alguém que conheça a alma dele e saiba o que é a fome e o desemprego e a vida dura que leva o povo pobre desse país.

Lula também usou as reformas trabalhista e previdenciária como plataforma política para reforçar o discurso do "nós contra eles".

O ex-presidente usou mais de uma vez o futebol para descontrair o clima nitidamente pesado durante o pronunciamento. Ele abriu a fala brincando que esteve ontem mais preocupado com o jogo entre Corinthians e Palmeiras pelo campeonato brasileiro do que com a repercussão da sentença do juiz Sergio Moro.

Embora menos emotivo do que no pronunciamento que fez após sofrer condução coercitiva em maio do ano passado, Lula falou da família, disse que honestidade aprendeu com uma "mulher analfabeta" em referência a sua mãe e voltou a insinuar que as investigações contra ele e sua família teriam colaborado para a morte de dona Marisa Letícia.

Diante de manifestantes a favor dele, Lula criticou a decisão de Moro de condená-lo.

— Moro prestará conta para a História. Ela vai dizer quem estava certo e quem estava errado.

 

O ex-presidente voltou a alegar inocência no caso do tríplex do Guarujá, ironizando o fato de precisar arcar com uma multa aplicada pelo juiz na sentença divulgada ontem. O dinheiro serviria para ressarcimento da Petrobras.

 

 

Fonte: Globo
 

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